Fundamentação Teórica

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Fundamentação Teórica

Mensagem por Raquel em Sex 06 Jun 2008, 07:59

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Desde Aristóteles a metáfora é analisada do ponto de vista lingüístico. O que não se estudava antes sobre metáforas era a ligação entre elas com o pensamento, ou seja, a cognição. A metáfora era apenas um tipo de linguagem poética usada intencionalmente por motivos de estilística. Nessa teoria clássica, as metáforas eram artifícios lingüísticos e não de pensamento. As expressões metafóricas (palavras, frases, sentenças) não faziam parte da linguagem cotidiana e eram definidas apenas como uma expressão lingüística poética.
George Lakoff (1980), cientista cognitivista, em seu livro “Metaphors we live by” (Metáforas do cotidiano) percebeu a metáfora do ângulo do pensamento, da ligação entre ela e as nossas experiências e impressões do mundo. Antes disso, acreditava-se que as pessoas seriam capazes de viver sem metáforas. Após a publicação do livro citado, essa visão mudou, percebendo-se que sempre, em nossa vida, assimilamos um conceito mais abstrato imediatamente através de outro mais concreto. Por exemplo, é difícil negar que entendamos o conceito de ARGUMENTO em termos de GUERRA, como na expressão: “ele atacou cada ponto fraco dos meus argumentos”, no qual percebemos que a palavra “atacar” remete ao conceito concreto de guerra, que chamamos tecnicamente de Domínio Fonte, em comparação ao termo mais abstrato, “argumento”, que chamaremos de Domínio Alvo.
As expressões lingüísticas são regidas por generalizações, mapeamentos de domínios conceituais abstratos ou concretos, nos permitindo entender um conceito em termos de outro e ainda assim usar palavras ou expressões relacionadas a estes dois conceitos. Metáfora é o mapeamento conceitual, uma expressão lingüística individual. No mapeamento AMOR COMO VIAGEM, os amantes correspondem aos viajantes, o relacionamento entre eles corresponde ao veículo, os objetivos dos amantes ao destino da viagem e as dificuldades no relacionamento equivalem aos obstáculos que impedem a viagem. É principalmente com a metáfora que compreendemos os conceitos abstratos, embora sejam entendidos por meio de conceitos concretos. Apesar da maior parte do nosso sistema conceitual ser metafórico, uma parte dele não é metafórico, caso se passe a falar de experiências físicas concretas.
As metáforas poéticas de uma língua – excluindo as metáforas de imagem – são extensões de metáforas convencionais; por exemplo, na metáfora “Ele é um leão”, fazemos uma espécie de ponte conceitual entre as qualidades do termo leão e a pessoa mencionada na oração, o pronome pessoal ELE. Entendemos, portanto, pelo uso da metáfora, algo parecido com “Ele é um homem corajoso como um leão”. A base experimental em expressões como “Eu vejo o que você diz”, é o fato de que parte do nosso conhecimento vem da visão.
Metáforas também estão intimamente ligadas às parábolas e aos provérbios, pois podem ser entendidos tanto no sentido literal como no metafórico. Como exemplo, podemos citar o provérbio “Mais vale um pássaro na mão que dois voando”. Assim, o provérbio poderia ser interpretado como: “É melhor ficar com o certo do que ter dois na ou ter um melhor e ficar sem nenhum”. E ainda, na parábola da Figueira estéril: certo homem a tinha plantado na sua vinha e vindo procurar fruto nela, não achou. O viticultor mandou cortá-la, pois estava ocupando inutilmente a terra. O homem pediu mais um ano até que escavasse melhor ao redor dela e lhe pusesse estrume. A figueira e representada pelas ações de homem; no caso, estéril, simboliza um homem sem ações úteis. O sentido dessa interpretação só é possível devido às metáforas, empregadas intencionalmente para que as pessoas possam seguir o exemplo. Por mais que, quando lidas, as metáforas bíblicas não sejam interpretadas conscientemente, seus conceitos são automaticamente absorvidos.
As evidências para a existência da teoria da metáfora conceitual, segundo Lakoff (1980) são: o Compromisso da Generalização – inclui polissemia, padrões de inferência, metáfora poética e mudanças semânticas – e o Compromisso Cognitivo, que analisa evidências experimentais. Essas evidências contradizem as suposições de algumas disciplinas acadêmicas. Para a Filosofia da Linguagem, os Compromissos não são definitivos, visto que esta é uma disciplina empírica. Os filósofos acreditam que o significado metafórico é o significado literal de ma outra sentença que se pode chegar por uma esfera pragmática. Princípios pragmáticos nos permitem dizer algo e significar outra coisa. A teoria da metáfora conceitual também é importante para os questionamentos e suposições de outras disciplinas.

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resp: RAQUEL!!!

Mensagem por Poennia Gadelha em Sab 21 Jun 2008, 12:13

Desde Aristóteles a metáfora é analisada do ponto de vista lingüístico. O que não se estudava antes sobre metáforas era a ligação entre elas com o pensamento, ou seja, a cognição. A metáfora era apenas um tipo de linguagem poética usada intencionalmente por motivos de estilística. Nessa teoria clássica, as metáforas eram artifícios lingüísticos e não de pensamento. As expressões metafóricas (palavras, frases, sentenças) não faziam parte da linguagem cotidiana e eram definidas apenas como uma expressão lingüística poética.
Observação: Para que seu trabalho fique mais rico, seria conveniente DEFINIR metáfora segundo a visão de algum teórico! O q vc acha? É possível?! Ahhhh... acho que foi isso que vc fez no parágrafo que segue!!! Vejamos!

George Lakoff (1980), cientista cognitivista, em seu livro “Metaphors we live by” (Metáforas do cotidiano)
Observação: Traduz o nome do livro, numa notinha de rodapé!

Antes disso, ACREDITAVA-se que as pessoas seriam capazes de viver sem metáforas.
Observação: QUEM acreditava?

As expressões lingüísticas são regidas por generalizações, mapeamentos de domínios conceituais abstratos ou concretos, nos permitindo
Observação: permitindo-NOS!

Metáfora é o mapeamento conceitual, uma expressão lingüística individual.
Observação: De quem é essa definição? Sua? Caso seja de outro estudioso, cite-o!

As metáforas poéticas de uma língua – excluindo as metáforas de imagem – são extensões de metáforas convencionais; por exemplo, na metáfora “Ele é um leão”, fazemos uma espécie de ponte conceitual entre as qualidades do termo leão e a pessoa mencionada na oração, o pronome pessoal ELE. Entendemos, portanto, pelo uso da metáfora, algo parecido com “Ele é um homem corajoso como um leão”. A base experimental em expressões como “Eu vejo o que você diz”, é o fato de que parte do nosso conhecimento vem da visão.
Observação: Não cite tantos exemplos! Aqui é a fundamentação teórica! Quando vc cita muitos exemplos, seu trabalho passa a ficar semelhante a uma ANÁLISE!

Observações Gerais:
- Para uma FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA, seu trabalho cita poucos autores;
- Não há o CONFRONTO de teorias, tão importante para um trabalho acadêmico;
- Relembre brevemente o leitor de seu OBJETIVO e HIPÓTESE (pode ser no início ou no final da Fundamentação);
- Evite citar tantos exemplos, pois isso é mais comum na ANÁLISE DE DADOS!


seu trabalho está ficando bonitoooo... Laughing


boa sorte!!!

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Re: Fundamentação Teórica

Mensagem por THAUAN MARQUES SOUZA em Seg 17 Ago 2009, 13:43

QUERO URGENTE UMA FUNDAMENTAÇÃO SOBRE O ART. 475-L § 1º CPC

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Re: Fundamentação Teórica

Mensagem por THAUAN MARQUES SOUZA em Seg 17 Ago 2009, 13:52

THAUAN MARQUES SOUZA escreveu:QUERO URGENTE UMA FUNDAMENTAÇÃO SOBRE O ART. 475-L § 1º CPC

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Re: Fundamentação Teórica

Mensagem por Rebeca Sales em Dom 23 Ago 2009, 09:31

THAUAN,

você pertence à turma de Leitura e Produção de Textos Acadêmicos?
Se a resposta é SIM, você deve definir primeiramente qual o seu foco (sua intenção) em pesquisar em tal artigo. O que você quer provar, verificar, constatar, refutar?
A partir desse objetivo você e sua equipe podem buscar juntos artigos científicos, livros e outras publicações a cerca do tema.
NÃO SE PODE ACERTAR O ALVO NO ESCURO, OK?

Qualquer dúvida é só entrar em contato!

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