Como se faz um fichamento academico?

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Leidiane Santos em Qui 07 Abr 2011, 08:53

Tenho que fazer um fichamento de texto, mas estou com dúvidas...alguém pode me ajudar????

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Alcilene Aguiar em Qui 07 Abr 2011, 21:17

Olá, Leidiane

Há vários tipos de FICHAMENTO, entretanto, os professores da UFC costumam cobrar FICHAS DE RESUMO, nesse caso devemos expor as principais idéias de um texto, parafraseando o autor com o intuito de compreender o texto a fim de elaborar um novo, apresentando uma síntese das idéias do autor, sem fazer uso de citações; ou FICHAS DE TRANSCRIÇÃO, nesse tipo fazemos uma transcrição direta, colocando aspas no início e no final do texto. Há uma reprodução fiel dos trechos mais relevantes da obra. Procure saber se seu professor delimitou isso, caso ñ, escolha uma dessas formas e mãos à obra. Wink

Abçs
Alcilene

Alcilene Aguiar
Moderador


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Leidiane Santos em Sex 08 Abr 2011, 09:42

Obrigada!!!!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Tarciane Farias da Silva em Sex 15 Abr 2011, 22:21

alcilene tenho umas duvidas sobre esse tipo de fichamento de transcrisão seria o mesmo de fichamento de citações onde a gente retira as palavras do autor do qual achamos mais importante e trazemos para o papel?

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Alcilene Aguiar em Sex 15 Abr 2011, 23:11

Oi, Leidiane

É exatamente isso!

Bjs
Alcilene

Alcilene Aguiar
Moderador


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Julyana Carvalho em Sab 16 Abr 2011, 19:01

Alcilene

entao no caso e como se fosse fazer um novo texto , porem sendo com as principais ideias presentes ?
E como e o formato ? paragrafos ? numeracao ? ordens ?

Desde ja agradecida

Bj
Julyana

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Alcilene Aguiar em Seg 18 Abr 2011, 03:25

Olá, Julyana e Tarciane!

Vcs entenderam direitinho. Mt bem, meninas! Mas lembrem-se de q existem vários tipos de fichamento. Esse exemplo dado pela Tarciane é o de transcrição. Já essa forma mencionada pela Julyana em q surge um novo texto com as idéias centrais do autor é a ficha de resumo. A formatação irá depender da instituição ou do professor q solicita. Mas, normalmente, se coloca no início o nome do autor, o capítulo do livro que está sendo fichado, o assunto e as páginas; utiliza-se times new roman, tamanho 12 e espaçamento entre linhas de 1,5. Wink
Bjs
Alcilene




Alcilene Aguiar
Moderador


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Julyana Carvalho em Sex 22 Abr 2011, 10:50

Alcilene

Valeu amigaaaa...
Acredito que agora que agora vai dar certo , irei fazer um fichamento, ou melhor, ficha de resumo mais tranquila .

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Julyana Carvalho em Seg 25 Abr 2011, 21:45

Aprendi realmente como se faz um fichamento !
No caso temos que ler o texto , grifar as princinpais ideias que vc achou e transcrever para o seu trabalho , porem em cada trecho que vc transcreve deve-se botar a pagina que voce retirou tal trecho !!!!!
Agora vou fazer o meu rsrs
Obrigada prof ° Gerardo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por RosianeSousa em Qui 28 Abr 2011, 11:14

É basicamente isso, então... Mas quanto a parte em que você comenta, expressa sua idéia sobre o parágrafo destacado, é opcional ou seria outro tipo de fichamento?

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Alcilene Aguiar em Sex 06 Maio 2011, 15:42

Olá, Rosiane!

Nesse caso, seria uma FICHA DE COMENTÁRIO. Nesse tipo de fichamento faz-se uma análise crítica do texto, onde observamos o posicionamento, os argumentos do autor, a estrutura do texto e etc... Lembra até uma resenha, entretanto, é algo mais sintético.

Bjs
Alcilene

Alcilene Aguiar
Moderador


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Camila Alcântara em Ter 17 Maio 2011, 11:48

Olá meninas!
Vejo q vcs estão produzindo, procurando soluções para as suas dúvidas, deixo só uma dica em relação ao fichamento:
se o fichamento for a idéia do autor, tal e qual estar no texto, além de conter a página da citação, a passagem também deve conter ASPAS no início e no final de cada citação.

Bjus e bom trabalho!!!!!!!!!!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Alcilene Aguiar em Qui 19 Maio 2011, 19:51

Olá, Fernanda!

O fichamento de transcrição direta é um dos mais simples. Após uma leitura rápida do texto, releia-o com cuidado, marcando as principais ideias do autor. Feito isso, é só transcrevê-las, procurando fazer conexões entre essas idéias, ñ pode ser de forma aleatória. Ah! lembre-se de utilizar as reticências com parênteses(...) entre os trechos recortados. Coloque aspas no início e no final do fichamento. A referência do material fichado vem logo no início, viu!? Exemplos abaixo:

Se for de um livro todo vc faz assim:

TEIXEIRA, João de Fernandes. Mente, Cérebro e Cognição. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

Se for apenas de um ou mais capítulos, vc acrescenta o(s) nome(s) dele(s), conforme o modelo a seguir.

MACHADO, Álvaro Manuel. “Introdução”, “A geração de 70 e a burguesia fin-de-siècle”. In: _____. A geração de 70: Uma revolução cultural e literária. Lisboa: Bertrand, 1981, (biblioteca Breve).

Os nomes q estão em verde são os nomes dos capítulos, o tracinho em vermelho representa o nome do autor, pois ñ se deve repetir uma vez q já aparece no inicio da referência. O q tá em azul é o nome do livro. Além disso, é necessário acrescentar o local, a editora e o ano de publicação da obra.

Bom trabalho!

Abç
Alcilene

Alcilene Aguiar
Moderador


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Dúvidas sobre o fichamento

Mensagem por Fernanda Dias Pessoa em Sab 21 Maio 2011, 11:31

FERNANDES, Bernardo Mançano. A territorialização do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra – Brasil. Ano 1, n. 1 p. 2 – 44, 1998.

“O Brasil conheceu uma intensa transformação em sua agricultura no período de 1965 a 1985. Nessas décadas de ditadura, os governos militares implantaram uma política de desenvolvimento agropecuário para a modernização do campo.” (...)
“... privilegiando a agricultura capitalista em detrimento da agricultura camponesa.” (...)
“Esse modelo de modernização conservou a secular concentração da estrutura fundiária, intensificando a histórica luta pela terra e criou uma crise política que persiste até os dias de hoje.” (p. 2)
“Durante as duas décadas em que os governos militares estiveram no poder, garantiram a apropriação, por grandes grupos empresariais, de imensas áreas de terras e também o aumento do número e da extensão dos latifúndios.” (p. 7)
“As lutas sociais decorrentes da política econômica e fundiária do governo militar surgem com uma realidade completamente nova no campo. Esta realidade carregada de contradições desafia as formas institucionais no período de abertura política.” (p. 11)
“Com o crescimento da luta e da organização, os trabalhadores rurais expropriados retomaram o cenário político através das lutas populares. Um dos movimentos sociais mais representativos que nasceu nesse processo foi o MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.” (p. 13)
“... apresentamos os períodos desse momento histórico da luta pela terra e da formação do MST, compreendidos entre 1978/9 e 1984/5 - 1988/89 - 1994/5 - 1997/8.” (p. 17)
“As lutas populares que se desenvolveram nesse período contribuíram muito nas mudanças das estruturas tradicionais das organizações políticas, principalmente da Igreja Católica, do "novo sindicalismo" representado pela CUT e na construção do Partido dos Trabalhadores (PT).”
“Estas instituições foram, no transcorrer do tempo, as principais matrizes político - culturais do movimento de trabalhadores rurais que emergia.” (p. 18)
“Diante das leituras de suas condições sóciopolítica-econômico-culturais, os trabalhadores rurais iniciavam o confronto contra o modelo econômico de desenvolvimento da agricultura.” (p. 21)
“...criava-se um novo espaço, principalmente nas suas dimensões político-culturais, de resistência que foi a força motriz que deu início à territorialização da luta pela terra no Brasil nas últimas décadas.” (p. 22)
“O processo de territorialização do MST acontece por meio da construção do espaço de socialização política. (...) “Procuram conhecer a questão agrária da região e a situação dos sem-terra.” (...) “Formam uma coordenação local e iniciam o processo de criação de uma forma de organização social.” (...) “Com a consolidação dos grupos de famílias e da tomada a decisão de mudarem os rumos de suas vidas, partem para a ocupação da terra.”
“A ocupação é a condição da territorialização.” (p. 28)
“Desse modo a repressão contra os movimentos sociais foi intensa.” (...) “A repressão agora não era somente pela força policial. O Poder Judiciário aparecia como uma nova cerca para impedir as ocupações, criminalizando as ações e mandando prender as principais lideranças do MST.” (p. 29)
“No Brasil, a questão agrária sempre foi um problema constante e repetitivo.” (...) “Por séculos, movimentos camponeses tentaram romper com essa estruturação, “desenvolvendo” o problema fundiário.” “Entretanto, todas as ações ainda não foram suficientes para uma mudança eminente.” (p. 33)
“Em seu conteúdo, a questão agrária é, antes de mais nada, a questão da terra, a questão da democratização da propriedade da terra.” (...) “ o ponto de partida para a transformação da questão agrária.” (p.33)
“E no interior desse enfrentamento o Estado, pressionado, cria e executa medidas políticas objetivando o tratamento da questão.” (p.34)
“O desdobramento da questão agrária é produto da atuação dos trabalhadores e da contestação dos ruralistas. Sem a resolução desta questão por meio de uma reforma agrária, os sem-terra manifestam-se, desafiando a imposição, minando a estrutura fundiária concentrada e saturada.” (...) “E são conquistas neutralizadas pela seguida expropriação dos outros camponeses que, não conseguindo resistir as políticas do atual modelo de desenvolvimento agropecuário, tornam-se sem-terra, num redesenhar do espaço geográfico e político.” (p. 34)
“O poder e a astúcia dos ruralistas, o papel fundamental do Poder Judiciário em defesa dos interesses dos latifundiários e grileiros e a competência limitada do Estado têm causado um resultado perverso para a sociedade, principalmente para os trabalhadores.” (...) “Em vários estados, as propriedades em desapropriação são supervalorizadas pela perícia e pelo Poder Judiciário, tornando as indenizações impraticáveis.” (...) “Assim, alguns latifundiários chegam mesmo a incentivar as ocupações, garantindo até a infra-estrutura como forma de agilizar a desapropriação. Desse modo, a expropriação é pervertidamente convertida em ato de compra e venda, o que chamamos aqui de a mercantilização da expropriação e da desapropriação da terra. (p. 35)
“... o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, das suas diferenciadas experiências, dos erros e acertos, avanços e recuos, construiu uma proposta de reforma agrária, que pelo seu dimensionamento abrange diferentes e interativas questões socioeconômicas e políticas.” (...) “é a principal referência do governo no que diz respeito ao embate sobre a reforma agrária.” (...) “Neste contexto, os assentamentos tornam-se continuamente espaços políticos que possibilitam ao MST a articulação de novas ocupações e conquistas.” (p. 36)
“A luta pela reforma agrária no Brasil transforma-se numa das principais lutas da classe trabalhadora. É impossível pensar a democracia e o desenvolvimento deste País, sem reforma agrária e uma política agrícola para o campesinato brasileiro.” (p. 37)
“Acreditando nessa perspectiva, os sem-terra brasileiros lutam, ocupando terra, acampando, conquistando e se territorializando.” (p. 38)

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Fernanda Dias Pessoa em Sab 21 Maio 2011, 11:37

Bom dia Alcilene,
Aí esta o Fichamento que te falei, como te disse, minhas duvidas no Fichamenot de Transcrição sao em relação ao uso das reticencias entre parenteses, quando uso ou não e, tambem, o uso "... no inicio de cada paragrafo.
Ah, tem limite de paragrafo por pagina? Quero dizer, posso fichar mais do que 04 linhas de cada página ou tem um limite?
Como voce pode ver, estou muito perdida.

Aguardo os seus esclarecimentos

Abs
Fermanda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Como se faz um fichamento academico?

Mensagem por Alcilene Aguiar em Ter 24 Maio 2011, 19:36

Oi, Fernanda!

Vc tá indo mt bem! Ñ deve ser nada fácil cuidar de um bebê recém nascido e estudar sozinha. PARABÉNS pelo seu esforço!

Utilizamos reticências qdo citamos um período incompleto, se na citação o período for todo mencionado ñ há a necessidade de recorrer a esse recurso. Qto à outra dúvida, ñ há limite de informação a ser retirada por página, uma vez q devemos retirar do texto as principais ideias, desse modo, pode ser q em uma página haja mais informações consideráveis q em outra. Wink

Segue abaixo seu fichamento com algumas sugestões de ajustes, compare as duas versões e depois nos diga o q achou.

Abçs
Alcilene


FICHAMENTO

FERNANDES, Bernardo Mançano. A territorialização do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra – Brasil. Ano 1, n. 1 p. 2 – 44, 1998.

“O Brasil conheceu uma intensa transformação em sua agricultura no período de 1965 a 1985. Nessas décadas de ditadura, os governos militares implantaram uma política de desenvolvimento agropecuário para a modernização do campo.” “(...)privilegiando a agricultura capitalista em detrimento da agricultura camponesa.” “Esse modelo de modernização conservou a secular concentração da estrutura fundiária, intensificando a histórica luta pela terra e criou uma crise política que persiste até os dias de hoje.” (p. 2)

“Durante as duas décadas em que os governos militares estiveram no poder, garantiram a apropriação, por grandes grupos empresariais, de imensas áreas de terras e também o aumento do número e da extensão dos latifúndios.” (p. 7) “As lutas sociais decorrentes da política econômica e fundiária do governo militar surgem com uma realidade completamente nova no campo. Esta realidade carregada de contradições desafia as formas institucionais no período de abertura política.” (p. 11) “Com o crescimento da luta e da organização, os trabalhadores rurais expropriados retomaram o cenário político através das lutas populares. Um dos movimentos sociais mais representativos que nasceu nesse processo foi o MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.” (p. 13) “(...) apresentamos os períodos desse momento histórico da luta pela terra e da formação do MST, compreendidos entre 1978/9 e 1984/5 - 1988/89 - 1994/5 - 1997/8.” (p. 17)

“As lutas populares que se desenvolveram nesse período contribuíram muito nas mudanças das estruturas tradicionais das organizações políticas, principalmente da Igreja Católica, do "novo sindicalismo" representado pela CUT e na construção do Partido dos Trabalhadores (PT).” “Estas instituições foram, no transcorrer do tempo, as principais matrizes político - culturais do movimento de trabalhadores rurais que emergia.” (p. 18) “Diante das leituras de suas condições sóciopolítica-econômico-culturais, os trabalhadores rurais iniciavam o confronto contra o modelo econômico de desenvolvimento da agricultura.” (p. 21) “(...) criava-se um novo espaço, principalmente nas suas dimensões político-culturais, de resistência que foi a força motriz que deu início à territorialização da luta pela terra no Brasil nas últimas décadas.” (p. 22)

“O processo de territorialização do MST acontece por meio da construção do espaço de socialização política." “Procuram conhecer a questão agrária da região e a situação dos sem-terra.” “Formam uma coordenação local e iniciam o processo de criação de uma forma de organização social.” “Com a consolidação dos grupos de famílias e da tomada a decisão de mudarem os rumos de suas vidas, partem para a ocupação da terra.” “A ocupação é a condição da territorialização.” (p. 28) [Todos esses trechos são da mesma página?] “Desse modo a repressão contra os movimentos sociais foi intensa.” “A repressão agora não era somente pela força policial. O Poder Judiciário aparecia como uma nova cerca para impedir as ocupações, criminalizando as ações e mandando prender as principais lideranças do MST.” (p. 29)

“No Brasil, a questão agrária sempre foi um problema constante e repetitivo.” “Por séculos, movimentos camponeses tentaram romper com essa estruturação, “desenvolvendo” o problema fundiário.” “Entretanto, todas as ações ainda não foram suficientes para uma mudança eminente.” (p. 33) “Em seu conteúdo, a questão agrária é, antes de mais nada, a questão da terra, a questão da democratização da propriedade da terra.” “ o ponto de partida para a transformação da questão agrária.” (p.33) “E no interior desse enfrentamento o Estado, pressionado, cria e executa medidas políticas objetivando o tratamento da questão.” (p.34) “O desdobramento da questão agrária é produto da atuação dos trabalhadores e da contestação dos ruralistas. Sem a resolução desta questão por meio de uma reforma agrária, os sem-terra manifestam-se, desafiando a imposição, minando a estrutura fundiária concentrada e saturada.” “E são conquistas neutralizadas pela seguida expropriação dos outros camponeses que, não conseguindo resistir as políticas do atual modelo de desenvolvimento agropecuário, tornam-se sem-terra, num redesenhar do espaço geográfico e político.” (p. 34)

“O poder e a astúcia dos ruralistas, o papel fundamental do Poder Judiciário em defesa dos interesses dos latifundiários e grileiros e a competência limitada do Estado têm causado um resultado perverso para a sociedade, principalmente para os trabalhadores.” “Em vários estados, as propriedades em desapropriação são supervalorizadas pela perícia e pelo Poder Judiciário, tornando as indenizações impraticáveis.” “Assim, alguns latifundiários chegam mesmo a incentivar as ocupações, garantindo até a infra-estrutura como forma de agilizar a desapropriação. Desse modo, a expropriação é pervertidamente convertida em ato de compra e venda, o que chamamos aqui de a mercantilização da expropriação e da desapropriação da terra. (p. 35) “(...) o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, das suas diferenciadas experiências, dos erros e acertos, avanços e recuos, construiu uma proposta de reforma agrária, que pelo seu dimensionamento abrange diferentes e interativas questões socioeconômicas e políticas.” “(...) é a principal referência do governo no que diz respeito ao embate sobre a reforma agrária.”

“Neste contexto, os assentamentos tornam-se continuamente espaços políticos que possibilitam ao MST a articulação de novas ocupações e conquistas.” (p. 36) “A luta pela reforma agrária no Brasil transforma-se numa das principais lutas da classe trabalhadora. É impossível pensar a democracia e o desenvolvimento deste País, sem reforma agrária e uma política agrícola para o campesinato brasileiro.” (p. 37) “Acreditando nessa perspectiva, os sem-terra brasileiros lutam, ocupando terra, acampando, conquistando e se territorializando.” (p. 38)




Alcilene Aguiar
Moderador


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum