Um Modelo de Introdução - AVALIAÇÃO!

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Um Modelo de Introdução - AVALIAÇÃO!

Mensagem por Poennia Gadelha em Sex 09 Maio 2008, 17:13

1.Introdução

Descobrir vidas em outros planetas, produzir foguetes cada vez mais velozes, adquirir armas com maiores poderes de destruição, inventar computadores e celulares menores e mais modernos, desenvolver cosméticos para tardar o envelhecimento das vaidosas pessoas, estas são algumas das principais preocupações do homem do século XXI. Todavia, este ser que se julga racional e moderno deixou de atentar durante muito tempo para coisas fundamentais à vida, como a educação, a preservação ambiental e a inclusão social.

Não se pode deixar de vibrar com o sucesso que esses avanços tecnológicos proporcionam a todos, porém é preciso se interrogar o “porquê” desses avanços não terem se dado para o ato de avaliar, que permanece utilizando práticas pedagógicas similares às trazidas pelos jesuítas ao Brasil, em 1599.

Os professores vêm sendo usados historicamente pelo sistema capitalista para a reprodução das desigualdades sociais, uma vez que, ao aplicarem a avaliação aos alunos estão determinando aqueles que serão dirigentes e os que serão dirigidos, numa atividade de classificação e exclusão. Sendo assim, o grande problema da avaliação está em sua intencionalidade que não tem sido o de intervir para qualificar, mas a de rotular para excluir.

Infelizmente, a escola vê o erro da mesma forma que a sociedade, como um equívoco que evidencia o insucesso, a falta, a carência e a incapacidade, ou seja, como algo a ser punido e banido sem uma reflexão do ato que estão a cometer. Muitas vezes este fenômeno é caracterizado com um falso diagnóstico por parte dos professores, como dificuldade de aprendizagem.

Mediante o que foi exposto, ressignificar o olhar que se lança sobre o erro é uma necessidade e prioridade no exercício de uma prática avaliativa que pretenda superar a perspectiva classificatória e excludente, para assim se comprometer com a qualidade de aprendizagem do aluno. Vale ressaltar que o erro somente terá validade como possibilidade de avanço, se o aluno tiver consciência do mesmo, cabendo ao professor possibilitar situações que o torne observável.

É importante deixar claro que não se está fazendo uma apologia do erro como parte fundamental para o crescimento. O que se deseja salientar é que não se deve acrescentar ao erro, a culpa e a punição, e que é importante que se aprenda, caso ele ocorra, a retirar os mais significativos benefícios. Dessa forma, eles devem ser considerados pontes para a evolução e nunca alvos a serem buscados.

Ainda no que se refere ao processo de avaliação, chama-se à atenção para as práticas de correção de provas com o propósito de medir o conhecimento do aluno, que geralmente não favorecem na compreensão do educando e muito menos garantem se ele aprendeu ou não o conteúdo pedagógico. Sendo assim, um forte indicador da importância de se investigarem sobre a validade dessas práticas é o crescente número de estudos sobre o referido tema, no qual destacam-se trabalhos como os de Hoffmann(1991,1996), Lemle (1998), Luckesi (1998), Teberosky (1999) Vasconcellos (1995).

Este estudo originou-se de intensos questionamentos sobre a caracterização e a eficácia das práticas de correção utilizadas pelos professores de português. Uma vez que, sob a perspectiva dos alunos, os resultados destas, são de extrema relevância, pois decidem se eles serão bons ou ruins, privilegiados ou desfavorecidos, premiados ou punidos na escola e muitas vezes, inclusive, na sociedade. Isso justifica a necessidade de uma profunda reflexão acerca das formas de corrigir, que se supõe estarem caracterizadas por traços punitivos, classificatórios e terminais.

Na intenção de compreender se a suposição acima enunciada se faz verdadeira, foram selecionados dois professores polivalentes, cada um com uma turma de 35 alunos, na qual se buscou ao longo dos meses de abril e maio, através de análises de provas corrigidas, observações durante as aulas e entrevistas com os professores, identificar como tem, de fato, se caracterizado a prática de correção nas questões de ortografia das provas de português dos alunos dos 3ºs anos de uma escola pública do bairro Aracapé, periferia de Fortaleza.

A relevância desta pesquisa recai, ainda na possibilidade de se promoverem transformações no âmbito da avaliação, visando que as correções das provas tornem-se mais justas e confiáveis, contribuindo assim para a redução da evasão, da reprovação e, principalmente, da exclusão social. Ressalta-se que as alterações almejadas não são decorrentes apenas deste estudo, uma vez que pesquisadores como Hoffmann(1991,1996), Lemle (1998), Luckesi (1998), Teberosky (1999) Vasconcellos (1995) também têm se debruçado sobre essa questão.
Para tanto, este artigo se divide em quatro partes. A primeira constitui a fundamentação teórica que dá suporte à discussão dos dados coletados. A segunda, apresenta a metodologia adotada para o desenvolvimento da pesquisa. Na terceira, são discutidos os resultados obtidos e, por fim, são apresentadas as conclusões.


Boa Sorte! Very Happy

espero que ajude!


Última edição por Poennia Gadelha em Qua 24 Set 2008, 00:50, editado 1 vez(es)

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