Vejam um MODELO DE METODOLOGIA!!

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Vejam um MODELO DE METODOLOGIA!!

Mensagem por Poennia Gadelha em Sex 09 Maio 2008, 16:21

3. Metodologia


Nossa pesquisa se configura como um estudo de caso. Segundo Johnson (1992), os estudos de caso são: (1) naturalistas, já que o procedimento de coleta é feito no ambiente natural em que o estudo é realizado: escola; (2) descritivos, pois descrevem um fenômeno. Contudo, nossa análise vai além da descrição, passando à interpretação dos dados; (3) longitudinais, pois se realizam em períodos longos de observação, todavia, como também é aceitável, a nossa investigação é de curta duração e (4) qualitativos, apesar da possibilidade de proverem informações de caráter quantitativo.

O estudo de caso é conceituado a partir da unidade de análise, pode ser uma agência, uma instituição, uma comunidade, uma sala de aula, dentre outros. Vale lembrar que, podem ser investigados um ou vários fatos específicos, porém para não comprometermos a qualidade de nosso exame, optamos por avaliar apenas um caso, o dos professores.

Nossa investigação foi desenvolvida em uma escola pública, municipal, localizada no bairro Aracapé, periferia de Fortaleza. A escola funciona em três turnos, recebendo aproximadamente 1800 alunos da educação infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental. Atuam nela 56 professores polivalentes, sendo que apenas 7 atendem ao 3º ano, todavia, por conseqüência de uma greve dos professores municipais, iniciada em 29 de maio de 2007, ficamos impossibilitados de recolher mais de uma avaliação por turma, como desejávamos. Sendo assim, conforme a situação, detemo-nos a investigar apenas dois educadores que não aderiram à greve.

A coleta de dados foi realizada em duas turmas nos horários das aulas de Língua Portuguesa que mantinham três encontros semanais de uma hora e quarenta minutos cada. A observação realizada durante o primeiro semestre letivo de 2007, é do tipo participativa, ou seja, nós, pesquisadores, interagimos diretamente com os membros do grupo estudado.

Esta interação se deu durante as aulas que observamos e foi reafirmada durante a aplicação da entrevista realizada em 11 de junho de 2007 com a professora da turma A, e em 13 do mesmo mês e ano com a da turma B. Aplicamos ainda um questionário separadamente que se iniciou em 14 de maio e foi concluído em 17 do mesmo mês. Para assegurar o anonimato das duas professoras que aceitaram participar de nossa pesquisa, abrimos espaço para que elas próprias escolhessem seus devidos pseudônimos, a saber: ANA para a professora da Turma A que aplicou as provas 01 no dia 23 de abril e a 02, no dia 08 de maio e Lígia para a da Turma B que realizou as provas 03, em 14 de maio e, a prova 04 em 20 de junho.

A soma total de alunos assíduos nas duas turmas, A do turno manhã e B do turno tarde, era de aproximadamente 50 alunos de março a maio de 2007. Apesar de todos terem participado das aulas e realizado as provas aplicadas pelas professoras, selecionamos para nossa análise apenas 15.

Para a seleção das provas analisadas foram utilizados três critérios: o primeiro, que as provas tivessem sido elaboradas pelas próprias professoras; o segundo, que cada prova selecionada fosse corrigida pela professora que a elaborou; e por último, que o aprendiz tivesse respondido no mínimo 90% das questões determinadas pelas professoras em seus respectivos exames.

Tendo em vista o aumento da credibilidade dos resultados obtidos, utilizamos diferentes tipos de instrumentos, primeiramente as provas, como foi explicitado acima. Depois foram aplicados questionários aos professores, compostos por 10 questões abertas, com o intuito de obtermos informações a respeito das concepções de avaliação e correção das duas participantes, que por sua vez, tiveram três dias para o preenchimento do mesmo. E por fim, foi realizada uma entrevista com cada professora, separadamente, composta de 8 perguntas, realizadas entre vinte a cinqüenta minutos.

Hoffmann (1996, p.78 ) afirma que “a ortografia é um conhecimento de natureza arbitrária (a grafia das palavras é estabelecida por convenção)” não podendo o professor esperar que o aluno através de traços em vermelho, compreenda que uma palavra se escreve de um jeito e não de outro. Portanto, dentre as questões de interpretação textual, gramática, produção de texto e ortografia que encontramos nas provas, nosso estudo privilegiou esta última, por entendermos que é de grande importância conhecer os tipos de correções utilizadas nessas questões, uma vez que são nelas que os alunos mais erram ao longo de sua escolaridade.

Para tanto, com o apoio de pesquisas de Hoffmann (1991), Lemle (1998), Luckesi (1998) e Vasconcellos (1995), nossa análise obedeceu três etapas. Na primeira, demonstramos o caráter classificatório através de 2 respostas obtidas na entrevista e de uma tabela composta por uma questão corrigida pela professora Lígia. Na segunda, evidenciamos o caráter terminal por meio da comparação de uma tabela composta por 5 questões corrigidas pela professora Ana com as respostas obtidas na entrevista e no questionário. Na terceira, com a checagem do discurso da professora Lígia através de 5 respostas nas entrevistas e da teoria obtida no questionário, pudemos confirmar o caráter punitivo.


e... BOA SORTE!!!!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum